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quinta-feira, 24 de maio de 2012

lugar | regionalismo - arquitetura contemporânea

Lugar

A arquitetura domina, literal e simbolicamente, as forças da natureza para prover abrigo. No período pré-industrial, a produção de sentido na arquitetura baseava-se na natureza, já durante o modernismo foi a máquina, o que distanciou a arquitetura da natureza. O que é um problema, tendo em vista que a arquitetura é a simbolização da posição do homem no interior do mundo natural.

genius loci

“um lugar é a maior extenção do espaço com que um arquiteto é capaz de lidar como obra de arte unificada.” Peter Collins

As teorias do lugar, que se originam da fenomenologia e da geografia física, enfatizam a especificidade da experiência espacial e, em alguns casos, a ideia do genius loci, ou espírito do lugar. Norberg-Schulz afirma que é responsabilidade do arquiteto descobrir o genius loci e fazer projetos de um modo tal (criar o lugar) que dê conta dessa presença singular.

Pra Gregotti, criar um lugar é ato primordial da arquitetura, sua origem; assentar uma pedra no terreno é o início de “modificações” que transformam o lugar em arquitetura.

Confronto e habitação

Os trabalhos de Abraham e Ando demonstram um compromisso com o princípio do engajamento entre a arquitetura e paisagem, embora que de formas diferentes. O primeiro acredita no projeto como uma remediação da conquista do local pelo homem, já o segundo tenta inserir seu projeto na paisagem de forma a criar uma unidade entre ambos. Talvez porque os orientais acreditem que homem e natureza sejam uma coisa só, diferentemente da cultura ocidental que busca dominá-la.

Ando propõe que “a arquitetura se torne um lugar onde as pessoas e a natureza se confrontem sob um senso tolerável de tensão (...) que despertará as sensibilidades espirituais latentes no homem contemporâneo”. Isso nos traz à mente a noção heideggeriana do habitar, como no ensaio “Construir, habitar, pensar” onde ele propõe uma relação responsável com respeito à natureza de poupar, ou cuidar da terra.

Tadao Ando, Museu das Crianças, 1989.

“No Museu das Crianças, em Hyogo, organizei cada um dos elementos arquitetônicos de modo a permitir encontros genuínos com a água, a floresta e o céu, em condições ideais. Quando a presença da arquitetura transforma um lugar, dando-lhe uma nova intensidade, é possível descobrir uma relação com a natureza”.
imagem: Depto Fotográfico da Japan Architecture

lugar e regionalismo

O regionalismo crítico de Frampton se inspira parcialmente na fenomenologia, este procura a possibilidade do habitar numa arquitetura que tenha mais significado de experiência. Defende a noção de projetos climaticamente definidos obterão bons resultados estéticos e ecológicos e serão capazes de resistir às pressões homogeneizadoras do capitalismo moderno, além de ter uma abordagem arquitetônica que enfatiza desde a topografia do local, aos métodos construtivos e materiais vernaculáres.

Por outro lado, alguns teóricos da cultura pós-industrial aventaram a possibilidade de a concepção fenomenológica do lugar ser saudosista e ultrapassada. Baudrillard, Boyer e Dunham-Jones, entre outros, analisaram os problemas da transformação e desmaterialização do mundo físico pela nova mídia eletrônica. Conforme Eisenman, “o paradigma eletrônico impõe um formidável desafio a arquitetura, porque define a realidade em termos de mídia e simulação, e valoriza mais a aparência do que a existência”. Nossa atitude perante o lugar tende a ser afetada pela substituição da experiência tátil e espacial do corpo por um paradigma de experiência virtual.

fonte: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). Org. Kate Nesbitt, Trad. Vera Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sentido | representação | historicismo pós-moderno


Definir a essência da arquitetura é fundamental para discussão pós-moderna sobre o sentido, para isso precisamos entender três pontos chave, indissociáveis da arquitetura: o tipo, a função e a tectônica.
O tipo é definido por Argan como a “estrutura interior de uma forma ou (...) um princípio que contém uma possibilidade infinita de variação formal e de eventual modificação da estrutura do tipo em si mesmo”.  Este tem origem racional, sem valor próprio, com o qual se pode articular um método de transformação na prática do projeto.
A tipologia pode ser considerada um catálogo de soluções para problemas de composição arquitetônica, idealizado até o mais alto nível diagramático. Conforme Derrida, “a arquitetura da arquitetura”, ou o equivalente da estrutura profunda na linguagem.
A função, que na arquitetura moderna é de onde deriva a forma (sua essência), é reexaminada nos ensaios pós-modernistas, como por exemplo: Neofuncionalismo de Gandelsonas, Pós-funcionalismo (onde a função é m assunto constante desde o renascimento, com o humanismo, de onde a arquitetura ainda não se libertou, como as outras artes modernas) e Arquitetura e Limites de Eisenman.
Na arquitetura pós-moderna a forma é mais valorizada que a função, por vezes considerando a função exterior a arquitetura. Com isso há um questionamento da noção de linguagem como representação da realidade, como em alguns desdobramentos da linguística (estruturalismo e o pós-estruturalismo).
A tectônica, arte da construção de edifícios, ressalta a distinção entre construção e arquitetura. Ambas práticas tem em comum a necessidade de empregar sistemas estruturais e de solucionar o problema da junção dos materiais, então o que torna a arquitetura superior? Conforme Porphyrios, a “mediação imitativa” na manipulação das matérias primas, e com isso “construir um discurso tectônico que, apesar de voltado para a pragmática do abrigo, pudesse ao mesmo tempo representar a sua própria tectônica como mito”.
A ênfase na tectônica é um aspecto importante da crítica pós-moderna, seja em relação a superficialidade do historicismo pós-moderno a modernidade degradada e estéril.  Autores como Gregotti, Frascari e Frampton ressaltam a revalorização do detalhe e Frampton também fala da volta da unidade estrutural (conexão entre elementos tectônicos) como essência irredutível da forma arquitetônica.

Representação e historicismo pós-moderno
A oposição entre forma e conteúdo, apresentada acima, faz parte da reflexão pós-moderna sobre o significado. Foram reintroduzidos nos trabalhos artísticos pós-modernos a figura humana e outras formas reconhecíveis, em oposição à abstração moderna (cubismo, construtivismo e suprematismo). Sendo assim, o uso de estilos históricos ou fragmentos identificáveis de estilos específicos têm a função de criar formas que contêm associações e que podem criar narrativas.

Graves, edifício da prefeitura de Portland, Oregon, EUA, 1982. Arquitetura figurativa, associação com a natureza e com a tradição clássica. 

Stern, residência no lago Michigan, Illinois, EUA, 2007. Residências neotradicionais, associações de estilos arquitetônicos do século XIX com riqueza, status e estilos de vida aristocráticos.
A estratégia típica da composição historicista pós-moderna é o pastiche, uma citação eclética de elementos históricos fragmentários. Seria uma crítica ao minimalismo através da apropriação do passado para fins atuais, com uma atitude paródica (imitação com sentimento satírico).

Philip Johnson, edifício AT&T, Manhattan, EUA, 1978. Ilustra os jogos de ironias usados pelos arquitetos historicistas pós-modernos, neste caso, explodindo a escala de uma penteadeira chippendale para transformá-la em um arranha-céu. Que significado deveríamos deter de um edifício embelezado à maneira de uma peça de mobília?
A arquitetura historicista pós-moderna tem uma tendência ao ornamento, pois se vale da superfície decorada das paredes para transmitir significado. A fachada funciona como uma máscara dissimuladora, substituindo a “elevação” modernista que deixava interver o interior. Além disso, usa materiais e detalhes como acessórios expressivos de um edifício. Para Frampton, retirar fragmentos estilísticos do seu contexto histórico leva a criação de efeitos cenográficos de uma arquitetura desistoricizada. 

A arquitetura que resulta da atitude de encarar os estilos como dispositivos de comunicação, Kitsch cenográfico, pode ser condensada pelo edifício de Venturi e Brown, Vanna Venture house (galpão decorado), Philadelfia, EUA, 1964.
Conforme Ghirardo, a arquitetura historicista pós-moderna tende a fazer uma interpretação equivocada e seletiva da história e ignorar suas responsabilidades sociais, ecológicas e políticas mais amplas.

fonte: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). Org. Kate Nesbitt, Trad. Vera Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

sábado, 19 de maio de 2012

história | historicismo - arquitetura contemporânea



Foram abertas diversas perspectivas teóricas e formas de expressão com o enfraquecimento do ideário moderno, tanto que as teses pós-modernas tentam trazer a tona questões que eram totalmente rejeitadas, como a reflexão ou a aceitação plena da história da disciplina. 

Conforme Colquhoun, o historicismo pode ser interpretado de três formas:
1-   a teoria de que todos os fenômenos socioculturais são historicamente determinados e todas  as verdades relativas (teoria da história)
2-      um interesse pelas tradições e instituições do passado (atitude)
3-    a utilização de formas históricas (prática): utiliza-se de elementos do estilo clássico e de outros estilos do passado por meio da colagem, do pastiche ou de verdadeiras reconstruções, sinal de que consideram essas formas superiores às contemporâneas em função das associações e significados que comportam.

Além disso, a história da arquitetura recente busca revalidar obras que não se amoldam ou não se incluem nas escolas dominantes do movimento moderno. Defendendo a ideia de que a arquitetura moderna se compõe de uma multiplicidade de tendências distintas, e ainda buscam encontrar continuidades com obras anteriores e se mostra cética com relação à noção vanguardista de “ruptura radical”, conforme o historiador italiano de orientação marxista Tafuri.

Vale lembrar que a atitude pós-moderna com relação à modernidade pode ser classificada de duas formas. A primeira é antimoderna, que busca uma “ruptura radical” com a modernidade e propõe alternativas voltadas para o passado ou para o futuro; a segunda é pró-moderna, esta deseja estender ou completar a tradição cultural moderna. Sendo que dentro destas categorias encontram-se teorias críticas e reiterativas, reacionárias e de resistência, progressistas e conservadoras.

fonte: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). Org. Kate Nesbitt, Trad. Vera Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.

terça-feira, 24 de abril de 2012

arquitetura contemporânea|pós-moderna

Marcel Duchamp, seu primeiro ready made: Roda de Bicicleta, 1912.

A teoria cultural e arquitetônica contemporânea, também chamada de pós-moderna, tem um leque grande de proposições; que inclusive estão longe de chegar a um consenso entre os teóricos dentro de um mesmo tema, quiçá entre eles. Os temas gerais são os seguintes:
1.      a história e o historicismo
2.      o significado
3.      o lugar (sentido fenomenológico)
4.      a teoria urbana (cidade como produto cultural)
5.    agendas éticas e políticas (responsabilidade social, compromisso ético em oposição a uma prática autônoma)
6.      o corpo
Destes assuntos, muitos já vêm sendo desenvolvidos e debatidos desde o modernismo, sendo que as novidades são as questões do corpo e do lugar. No período anterior, o corpo foi excluído pela celebração da máquina e o local específico não era importante, tendo em vista que deveria haver uma linguagem universal, padronizada.
Também podemos observar o retorno do debate em relação à arquitetura ser considerada arte ou engenharia, com isso, a arte desempenha um papel mais importante que a tecnologia na arquitetura do pós-modernismo - as ideias formais se tornam claras primeiramente na arte, já que esta não é vinculada a habitabilidade, colaboração ou financiamento, diferente da arquitetura.
Além disso, devido a influencia dos mesmos paradigmas teóricos, a arte e a crítica de arte têm questões que se relacionam com a teoria arquitetônica, entre elas: a construção do artista, a definição do seu papel social e a recepção da obra de arte. Estes problemas, que tratam do fazer, podem ser vistos do ponto de vista da autoria, da autoridade e da autenticidade. Porém, vale lembrar que muitas destas noções, remanescentes das concepções românticas do século XIX sobre o artista, já foram questionadas pelos surrealistas, em 1910, destacamos os readymades de Duchamp. Isso, sem dúvida, explica o fascínio pelo movimento entre os artistas e arquitetos pós-modernos. 

fonte: NESBITT, Kate. Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). Org. Kate Nesbitt, Trad. Vera Pereira. São Paulo: Cosac Naify, 2008.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mapa imaginário_Carte du Tendre | 1656

A Carte du Tendre é um mapa criado por várias mãos, em 1656, para ilustrar o livro Clélie do movimento literário francês chamado préciosité.

Metáfora de uma viagem no espaço geográfico imaginário que traçaria diversas possibilidades de histórias de amor e romances. Os nomes dos lugares estavam relacionados a diferentes sentimentos e marcavam momentos significativos e emocionantes.

Ilustra o espaço de uma maneira inusitada, através da experiência afetiva que este nos proporciona. O que, muitas vezes, caracterizam melhor um determinado espaço do que os aspectos físicos, formais, topográficos e geográficos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Einstein on the Beach | Bob Wilson e Philip Glass



Babette Mangolte_Stefan Altenburger Photography, Zurich © the artist

A ópera "Einstein on the Beach" foi um trabalho colaborativo desenvolvido pelo diretor teatral Bob Wilson e pelo músico Philip Glass. Considerada como uma descoberta de linguagem teatral e operística nova, na qual o texto perde importância frente à imagem. Estreiou em 1976, no festival de Avignon, na França e trouxe o reconhecimento internacional de ambos.





domingo, 6 de novembro de 2011

francis alys | heidegger - fronteira

Ponte (Bridge/Puente), 2006
Havana-Cuba | Key West-Flórida

Ação criada por Francis Alys (1956), artísta Belga que mora atualmente no México.


"A ponte liga o Ser a uma certa localização que podemos chamar de lugar. Só que esse lugar não existia como entidade antes da ponte (embora sempre houvesse muitos sítios ao longo da margem do rio em que o lugar poderia surgir), mas se faz presente e como uma ponte." Heidegger (filósofo alemão, 1889)

Visualização, simbolização e reunião são aspectos do processo geral do fixar-se num determinado lugar; a habitar, no sentido existencial da palavra, depende dessas funções. Heidegger ilustra o problema com a menção à ponte, construção que visualiza, simboliza e liga, e faz do ambiente um todo unificado.

A ação artística aconte entre os dois países, Cuba e Estados Unidos, foi extremamente simbólico, principalmente no que diz respeito às fronteiras até hoje ainda em conflito político, embora em contextos completamente diferentes dos iniciais.

"A ponte se estende lépida e forte sobre o rio. Ela não junta as margens que já existem, as margens é que surgem como margens somente porque a ponte cruza o rio. É a ponte propriamente dita que faz com que as margens fiquem uma defronte da outra. É pela ponte que um lado se opõe ao outro. Tampouco as margens correm ao longo do rio como faixas de fronteira indiferentes da terra firme. Com as margens, a ponte leva ao rio as duas extenções de paisagem que se encontram atrás delas. Põe o rio, as margens e a terra numa vizinhança recíproca. A ponte junta a terra, como paisagem, em torno do rio." Heidegger




fontes:
HEIDEGGER, "Language", in Albert Hofstadter (org),
Poetry, Language, Thought. Nova York:1971.
NESBITT, Kate (org). Uma nova agenda para a arquitetura. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
http://www.francisalys.com/public/bridge.html

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

moderno x pós-moderno - na arquitetura

Demolição do conjunto habitacional Pruitt-Igoe, St. Louis, Missouri, Estados Unidos, em 1972. Arquiteto Minoru Yamasaki, 1954 - Obra premiada pelo American Institute of Architects.

A demolição realizada em 1972, do conjunto habitacional Pruitt-Igoe, construído pelo Arquiteto Minoru Yamasaki em 1954, nos Estados Unidos, é reconhecida como um marco do fracasso de uma concepção modernista de habitação social e de crise do ideário moderno. Os seus habitantes tinham tamanho repúdio pelo local que celebraram a demolição tanto quanto sua inauguração.

O modernismo alimentava grandes esperanças quanto às possibilidades de transformar a sociedade, mediante a estetização da vida cotidiana - que iria unir tecnologia e estética em escala fabril. Possibilitando assim a produção de utensílios e moradia em grande escala, para toda população. Sua teoria estava baseada em uma fé ilimitada na contribuição das revoluções científica e indústrial para o bem estar da humanidade.

A arquitetura cumpria, como disciplina, um papel de bem-estar social na fase tardia do modernismo (pós-guerra), por isso essa demolição é extremamente significativa. Afinal, os conjuntos habitacionais foram a construção desse idealismo, de engajamento político e ético da arquitetura.

Unité d'Habitation de Marseille, Berlim - Arquiteto Le Corbusier
Construída para a International Exhibition (Interbau) de 1957.

 Frederic Jameson fala sobre o contexto em que ocorreu a crise do modernismo:  'Os anos 1960 foram, de muitas maneiras, o período-chave da transição, um período no qual a nova ordem internacional (neocolonialismo, Revolução Verde, disseminação do uso do computador e informação eletrônica) ao mesmo tempo se estabeleceu,  foi abalada e conturbada por suas próprias contradições internas e pela resistência externa.'

O homem era uma representação do social, o que contava era a sociedade como um todo, não o individuo. O que bem ilustra a foto acima, de uma parte da fachada da Unité d'Habitation de Marseille, Berlim. Nela, podemos observar o modulor, que representa a figura do homem ideal, o 'homem moderno'.

Porém, essa questão da transição do moderno ao pós-moderno é bastante polemico. Alguns defendem que o modernismo continua, como o filosofo Jurgen Habermas. Em suas conferências sobre arquitetura, principalmente "Arquitetura Moderna e Pós Moderna", ele defende que o modernismo ainda não acabou, está em andamento: "não é a primeira vez que a Arquitetura Moderna  é dada como morta, e no entanto ela ainda vive." Partindo do que ele chama de "auge do modernismo", fase inícial, entre 1850/1920, com o estilo internacional - onde os mestres Le Corbusier, Alvar Aalto, Mies Van der Roe entre outros, atuaram . E criticando a fase posterior, após o fim da segunda gerra, quando houve um desvio de rota, gerado por fatores externos a arquitetura - economicos e sociais - que levaram a uma deteriorização da arquitetura moderna.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Macumba Antropofágica do Teatro Oficina



Esta em cartaz, todos os sábados e domingos, 16:30h, no Teatro Oficina, a peça 'Macumba Antropófaga', dentro do projeto das Dionisíacas Antropófagas Urbanas. A estréia foi no dia 16 de agosto de 2011, quando o teatro comemorou 50 anos na Rua Jaceguai n520, comendo festivamente o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.

Fui este domingo assistir... estou no momento 'pós teatro oficina'... tudo parece muito chato e superficial depois daquele ritual litúrgico, ou onírico, não sei. Acredito 'pirar' um pouco depois de ver as peças do oficina, aflora algo estranho no meu inconsciente, acho que só entende o que eu estou falando quem já passou por lá.

O Zé Celso consegue causar uma experiência sensorial nas pessoas, em relação as outras e ao espaço. Isso foi um despertar, desde o primeiro espetáculo que assisti no Teatro Oficina.


Sem dúvida o que me levou a estudar o teatro...



A música do Vila Lobos é só para dar um gostinho ... sim, rola ao vivo na peça!

http://teatroficina.uol.com.br/

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gustav Mahler x A trompa mágica do menino


Des Knaben Wunderhorn (A trompa mágica do menino) é uma coleção de poemas, publicados em três volumes em Heidelberg pelos poetas e escritores alemães Achim von Arnim e Clemens Brentano entre 1805 e 1808. Esses poemas são muito interessantes, principalmente por sua ambiguidade entre ironia e sofrimento. Foram escritos com base nas lendas da tradição popular alemã e inspiraram canções musicadas por Gustav Mahle, entre elas:


1. Der Schildwache Nachtlied (Canção noturna do sentinela);


2. Wer hat dies Liedlein erdacht? (Quem inventou esta cançãozinha?);




3. Der Tamboursg'sell (O jovem do tambor);


4. Rheinlegendchen (A lendazinha do Reno);




5. Lied des Verfolgten im Turm (Canção do perseguido na torre);


6. Uhrlicht (Luz primordial);




7. Revelge (Toque de levantar);


8. Des Antonius von Paduas Fischpredigt (O sermão de St. Antônio de Pádua aos peixes);


9. Verlorne Müh' (Esforço perdido);


10. Wo die schönen Trompeten blasen (Lá onde soam os belos trompetes);


11. Lob des hohen Verstandes (Louvor ao alto intelecto);


12. Das irdische Leben (A vida terrena);




13. Trost im Unglück (Consolo na desventura).